terça-feira, 20 de setembro de 2016

Gestão de Risco

Já no passado havia mencionado aqui o risco que JJ corria em apostar em Bruno César na lateral esquerda, particularmente nos jogos fora de casa, onde os adversários naturalmente dividem mais o jogo e as linhas defensivas são mais testadas. O modelo da última época sempre apresentou um JJ a colocar Marvin neste tipo de partidas, mas na última partida em Vila do Conde, essa opção foi preterida pelo...risco. Correu mal, podia ter corrido bem, o futebol tem muitas coisas imprevisíveis...mas é natural que JJ se engane, afinal todos nós o fazemos diariamente, arriscando na ideia que o Rio Ave iria jogar recuado e pouco atrevido a subir no terreno, pouco apostado em dominar o meio-campo. 
Capucho, há que admitir, surpreendeu JJ tacticamente...e também ele arriscou muito e tudo poderia desvendar uma história muito diferente se na jogada em que André se isola tivesse conseguido desviar o remate do centro da baliza. A sorte sorriu a uns e fechou-se a outros, ainda por mais quando 3 remates em 15 minutos vão direitinhos à baliza, sem que Dost de cabeça, Adrien num pontapé de ressaca, Ruiz ou Coates num canto tenham conseguido igual proeza.
O risco táctico correu bem a Capucho, mas também é preciso compreender que a eficácia também jogou o seu papel nesse jogo. Em ambas deve agora reflectir JJ, sobretudo nas alternativas à colocação de Bruno César a defender uma ala. As saudades do Jefferson em boa forma são mais que muitas e talvez um grande treinador consiga esse desígnio. As soluções às vezes estão mesmo debaixo do nosso nariz e seria preferível recuperar em vez de riscar.

SL

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